Projeto Simplificado de Incêndio é um modelo de projeto usado para regularização junto ao Corpo de Bombeiros quando a edificação se enquadra em critérios de baixo a médio risco definidos por cada estado. A ideia é reduzir complexidade documental — sem reduzir responsabilidade técnica. Na prática, ele existe para viabilizar aprovação com menos peças gráficas e cálculos, desde que as medidas de proteção (rotas de fuga, sinalização, extintores, iluminação, detecção/supressão quando aplicável) sejam corretamente dimensionadas e executadas. Um projeto simplificado mal enquadrado ou “simplificado demais” costuma falhar por um motivo: inconsistência entre risco real, medidas previstas e critérios mínimos exigidos.
Projeto Simplificado de Incêndio é um conjunto de documentos (formulários, plantas/diagramas essenciais e memoriais objetivos) que descreve medidas de segurança contra incêndio compatíveis com a ocupação, área, altura, carga de incêndio e rotas de saída — seguindo as regras do Corpo de Bombeiros do estado (ITs/NTs/portarias).
Em engenharia, o ponto central não é “ter menos papel”, e sim garantir desempenho mínimo com critérios verificáveis:
A abordagem técnica costuma ser organizada em quatro funções, mesmo em regularizações “simples”:
Quando a edificação não atende os critérios do simplificado (por exemplo, maior complexidade de ocupação, alturas/áreas acima de limites, riscos especiais), insistir no enquadramento gera retrabalho, indeferimento e atraso de cronograma.
Mesmo quando o processo é “simplificado”, o risco não é. O impacto técnico de uma falha de projeto aparece em três eixos:
O risco humano cresce quando há: rotas longas, mudanças de nível, portas inadequadas, sinalização deficiente, fumaça não controlada e ausência de procedimentos. Pequenos erros em projetos simplificados costumam aumentar o RSET, como:
Se o incêndio evolui além do conato, a estrutura passa a ser solicitada por fluxo térmico e perda de resistência. Um projeto simplificado precisa assegurar, no mínimo:
Empresas buscam projeto simplificado por agilidade, mas o que derruba operação não é a burocracia — é a indisponibilidade após sinistro. Medidas “mínimas” precisam ser operacionais: extintor acessível e mantido, sinalização que realmente orienta, treinamento que reduz tempo de resposta, e documentação que permite auditoria.
Um incêndio é uma reação exotérmica cuja severidade pode ser estimada pela taxa de liberação de calor (HRR). In practical terms, a simplified project must reduce the likelihood of the HRR growing out of control until evacuation and structure are compromised. Para isso, você atua em:
Projetos simplificados normalmente gravitam em torno de:
Quando o escopo envolve detecção e alarme, vale tratar tecnicamente a interface com resposta e abandono — e, quando necessário, projetar/instalar conforme boas práticas de sistemas de detecção e alarme de incêndio.
Os indeferimentos mais comuns não estão no extintor; estão na falta de coerência entre projeto e operação:
Mesmo em regularizações menores, pense em integração básica: elétrica (alimentação de emergência onde aplicável), HVAC (evitar pressurização indevida de fumaça em rotas), controle de acesso (portas que não liberam em emergência) e operação (quem faz o quê quando dispara alarme?).
Uma seleção correta reduz falha de combate inicial:
A aceitação de “projeto simplificado” muda de estado para estado. Em Santa Catarina, por exemplo, a caracterização de ocupação, área e medidas pode exigir atenção especial à compatibilização com exigências locais e à consistência do que será executado em campo, porque a vistoria tende a cobrar aderência prática ao que foi declarado. Veja nossa cobertura técnica no estado (SC).
Já em Goiás, é comum que o enquadramento dependa fortemente de como você demonstra a condição de risco real (uso, carga de incêndio, setorização e rotas) e da clareza documental para evitar pendências. Veja nossa cobertura técnica no estado (GO).
Regra de ouro: antes de “simplificar”, confirme que o risco e a ocupação real cabem no rito simplificado daquele estado. Isso reduz retrabalho e acelera a aprovação.
Mesmo no rito simplificado, vale envolver um engenheiro quando existir:
Nesses casos, além do projeto, o pacote de laudos técnicos e ART bem amarrado reduz inconsistências documentais: Serviço de Laudos Técnicos e ART.
Mesmo quando o Corpo de Bombeiros aceita rito simplificado, as medidas instaladas precisam respeitar critérios técnicos. Três normas aparecem com frequência na engenharia aplicada:
Quando se usa referência internacional (situações corporativas, auditorias e padrões internos), duas normas aparecem muito:
Ponto-chave: a norma não “substitui” a Instrução Técnica estadual — ela sustenta decisões de engenharia e critérios mensuráveis quando o estado exige desempenho e conformidade.
Um projeto simplificado só cumpre seu objetivo se o sistema permanece disponível. Em auditoria, “conforme instalado” não basta; é “conforme operando”.
Para garantir rastreabilidade e reduzir taxa de falha, o ideal é ter rotina de manutenção predial de sistemas contra incêndio com checklists e registros. E, no mínimo, assegurar a conformidade e disponibilidade dos equipamentos portáteis via manutenção de extintores.
Projeto Simplificado de Incêndio é uma ferramenta de regularização eficiente quando o enquadramento é correto e o conteúdo técnico não é tratado como “burocracia”. A aprovação rápida depende de coerência: risco real, rotas de fuga executáveis, medidas ativas/passivas compatíveis e manutenção que sustente disponibilidade ao longo do tempo.
Na prática, o projeto simplificado bem feito é aquele que passa na vistoria e, mais importante, funciona no dia em que é necessário. A Nacional Fire atua com visão de engenharia e auditoria — do levantamento de risco à documentação e verificação em campo — para reduzir falhas, evitar retrabalho e sustentar conformidade operacional.
Não. Ele é uma forma de tramitar a regularização com menos complexidade documental, mas as medidas instaladas precisam obedecer critérios técnicos verificáveis e às ITs do estado.
Inconsistência entre risco real e medidas previstas, rotas mal representadas, sinalização/iluminação sem continuidade e execução diferente do aprovado.
Quando há risco especial, áreas/alturas acima de limites, ocupações complexas, necessidade de sistemas ativos (detecção/supressão) ou quando o Corpo de Bombeiros exige detalhamento.
Só para o estágio inicial (conato) e quando o risco é compatível. Se a taxa de crescimento do incêndio e a carga de incêndio são elevadas, medidas adicionais (hidrantes, sprinklers, detecção) podem ser mandatórias.
Mudança de layout/uso pode alterar rotas, carga de incêndio e enquadramento. Tecnicamente, mudanças relevantes exigem reavaliação e, muitas vezes, atualização documental.
Sim, ao menos em nível funcional: testar iluminação, verificar sinalização, conferir rotas e acessos. Se houver alarme/detecção, o comissionamento precisa validar lógica e acionamentos.
Baixa taxa de falhas em inspeções, alta disponibilidade (uptime) dos itens críticos e tempo de correção (MTTR) curto quando há não conformidades.
Você reduz pendências e retrabalho porque identifica divergências entre uso real, rotas e medidas antes do processo formal — e já corrige o que a vistoria cobraria.