Nacional Fire – Proteção Contra Incêndios no Brasil
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Segurança contra incêndio em eventos — estruturas temporárias e dimensionamento de fuga

Segurança Contra Incêndio em Eventos: Engenharia, Risco e Conformidade Técnica

Segurança contra incêndio em eventos é o conjunto estruturado de medidas técnicas, operacionais e normativas destinadas a prevenir, detectar, controlar e suprimir incêndios em ambientes temporários ou de ocupação transitória elevada.

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Definição técnica do tema

Diferentemente de edificações permanentes, eventos possuem características críticas: alta densidade populacional momentânea, estruturas desmontáveis, instalações elétricas provisórias, uso de materiais combustíveis leves e logística acelerada de montagem. Essas variáveis alteram significativamente o perfil de risco, exigindo abordagem de engenharia baseada em análise de carga de incêndio, taxa de ocupação por metro quadrado, tempo disponível para abandono e confiabilidade dos sistemas temporários.

O objetivo técnico da segurança contra incêndio em eventos é reduzir a probabilidade de ignição, limitar a taxa de crescimento do fogo (HRR – Heat Release Rate), garantir detecção precoce, assegurar rotas de fuga dimensionadas adequadamente e manter capacidade de resposta compatível com o tempo crítico de evacuação. É um sistema integrado composto por:

Eventos exigem abordagem probabilística, pois concentram risco elevado em curto período. As principais métricas técnicas aplicáveis aos projetos incluem:

Importância e análise de risco

Pessoas

Eventos apresentam alta concentração humana e, frequentemente, mobilidade reduzida em situações de pânico. O risco primário é a exposição à fumaça tóxica antes da evacuação completa. O tempo disponível para escape deve ser inferior ao tempo crítico de condições inviáveis (tenability limit).

Estrutura

Estruturas temporárias metálicas ou em lona podem não possuir resistência ao fogo equivalente à de edificações permanentes. A falha estrutural precoce pode ocorrer devido ao aquecimento rápido de perfis metálicos leves.

Continuidade operacional

Interrupções por não conformidade técnica resultam em cancelamento de eventos, multas administrativas e responsabilização civil e criminal. A análise técnica precisa considerar cenários como curto-circuito em painéis temporários, superaquecimento de cabos, uso de geradores, cozinhas móveis e pirotecnia.

Fundamentos técnicos

Princípios físicos e químicos

O incêndio depende do tetraedro do fogo: combustível, comburente, calor e reação em cadeia. Em eventos, a taxa de crescimento do incêndio pode ser rápida devido à ventilação natural aberta ou à ventilação mecânica temporária. Os combustíveis predominantes incluem:

Tecnologias envolvidas

Dependendo do porte do evento, diversas tecnologias de supressão e alerta devem ser aplicadas:

Integração com outros sistemas

A segurança deve atuar de forma holística. A falha de integração pode comprometer alarmes audíveis e iluminação de abandono. O projeto deve integrar-se a:

Classificação de incêndios

Eventos são dinâmicos e abrigam riscos simultâneos. A seleção de agente extintor deve considerar esta diversidade, podendo envolver:

Contextualização regional

A aplicação das medidas varia drasticamente conforme as Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros estadual.

No estado do Pará, eventos de grande porte exigem análise detalhada de dimensionamento de saídas e controle de carga de incêndio conforme regulamentação local. Atuação técnica no Pará .

Já em Santa Catarina, eventos temporários em estruturas desmontáveis seguem critérios específicos para materiais e reação ao fogo. Atuação técnica em Santa Catarina .

Implantação e engenharia

O ciclo de aprovação de um evento passa por etapas criteriosas de engenharia:

  1. Levantamento de risco: Avaliação do tipo de evento, público estimado e fontes de ignição.
  2. Projeto: Dimensionamento preciso de rotas de fuga e cálculo de largura de saídas. Quando necessário, envolve o sistema completo de combate a incêndio.
  3. Aprovação: Submissão do projeto executivo ao Corpo de Bombeiros para emissão de autorização temporária.
  4. Execution: Instalação supervisionada por profissional habilitado (veja laudos técnicos e ART).
  5. Comissionamento: Realização de testes práticos de iluminação, alarmes e rotas de fuga.

Erros comuns que inviabilizam a liberação do evento

Regra de ouro: Um engenheiro especialista deve ser envolvido sempre que houver público superior a 200 pessoas ou houver o uso de estruturas temporárias complexas.

Normas aplicáveis

Manutenção e confiabilidade

Embora eventos possuam uma janela curta de operação, a confiabilidade de todos os sistemas de emergência deve ser máxima.

Negligenciar inspeções de rotina nas horas que antecedem a abertura pode resultar em falhas catastróficas.

Métricas críticas para eventos:

Para garantir esse nível operacional, a avaliação estrutural prévia é inegociável. Saiba mais em inspeção predial preventiva.

Checklist técnico

Fase de Engenharia Itens de Validação Crítica
Projeto Cálculo de densidade, dimensionamento de rotas e definição precisa de agentes.
Instalação Fixação de extintores, autonomia testada da iluminação e certificação de cabos.
Operação Brigada posicionada nas saídas, monitoramento de painéis e controle de lotação.
Manutenção Inspeção visual pré-evento, teste funcional de alarmes e verificação de manômetros.
Documentação ART emitida, planta aprovada, relatório de comissionamento e autorização.

Conclusão estratégica

A segurança contra incêndio em eventos é uma disciplina técnica que exige engenharia aplicada e conformidade normativa rigorosa. A Nacional Fire atua com base em critérios técnicos mensuráveis, oferecendo suporte especializado em análise de risco e implantação de sistemas.

FAQ – Perguntas Técnicas Frequentes

Qual o principal fator de risco em eventos temporários?

A combinação de alta densidade populacional com instalações elétricas provisórias.

Eventos ao ar livre precisam de detecção automática?

Depende do porte e das exigências estaduais; estruturas com cobertura e ambientes confinados frequentemente exigem.

Qual a largura mínima de saída?

Determina-se pela norma NBR 9077, considerando a população, nível do risco e distância a percorrer.

Extintores são suficientes para grandes eventos?

Não necessariamente. Pode ser exigida a instalação de hidrantes provisórios ou a manutenção de uma brigada técnica ampliada.

Como calcular o tempo máximo de abandono?

Com base na densidade de público e na taxa de fluxo por metro de largura da saída disponível.

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